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Implante causador de tumor

Tratamento de aneurismas cerebrais sem necessidade de cirurgia

Postado em 8 de setembro de 2014 com 0 comentários

Menos invasivo e doloroso, o método de tratamento proporciona ao paciente uma recuperação mais rápida, retorno às atividades do cotidiano em menor tempo, menos risco de infecção e ausência de cicatriz, não deixa marcas porque, para se chegar ao aneurisma, é feita apenas uma pequena punção na virilha.

Basta um pequeno corte na virilha do paciente e a introdução de cateteres para realizar a intervenção minimamente invasiva. A embolização por cateter é a grande conquista da medicina no tratamento de aneurisma cerebral, desenvolvida na França no início dos anos 90. Com o aperfeiçoamento e apresentação de bons resultados, a nova técnica é atualmente a primeira opção de tratamento na Europa.

No Brasil já está sendo praticada em grandes centros de excelência médica, como o de Ribeirão Preto/SP. O tratamento é realizado por médicos treinados em neurorradiologia intervencionista, em modernas salas de angiografia digital – sem necessidade de cirurgia. Cortes traumáticos, como a abertura de crânio, agora dão lugar a esse procedimento mais simples. Sob anestesia geral, cateteres são introduzidos pelas artérias, geralmente da virilha, e navegam pela circulação até chegar ao interior do aneurisma cerebral. Esses minúsculos instrumentos servem de guia para, em seguida, serem enviadas micro molas de platina (espirais metálicos) que são inseridas no aneurisma até preenchê-lo totalmente e, assim, excluí-lo da circulação, prevenindo o risco de uma futura hemorragia, esse material, que fica para sempre no paciente, é comprovadamente seguro e não causa reação ao organismo e nem rejeição.
Todo o procedimento é visualizado em tempo real por meio de um moderno equipamento de Raio X, que gera as imagens em três dimensões (alta definição), projetadas num tipo de monitor de TV. A máquina de última geração (existem poucas instaladas no Estado de São Paulo) possibilita ao neurorradiologista enxergar dentro do corpo do paciente as mais minúsculas lesões vasculares, vistas sob todos os ângulos. Praticamente todos os aneurismas cerebrais podem ser tratados por embolização com grandes chances de sucesso. Geralmente pacientes idosos ou com doenças graves associadas são encaminhados para a nova técnica.
Porém, pessoas de qualquer idade podem ser submetidas ao procedimento com benefícios em relação à cirurgia?, explica o médico Daniel Giansante Abud, responsável pelas áreas de neurorradiologia terapêutica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e do Centro Avançado de Diagnóstico por Imagem de Ribeirão Preto ? Documenta.?A nova técnica permite uma recuperação mais rápida, ausência de cicatriz, menos risco de infecção e breve retorno às atividades do dia-a-dia, inclusive para pacientes com mais idade, completa.

O agropecuarista Manoel Barbosa Junqueira, de 62 anos, fez a embolização por cateter em janeiro de 2007. O caso dele, considerado grave pelo médico, poderia ser de risco se fosse tratado por uma cirurgia convencional. ?Bastaram cinco dias no hospital para eu sair de lá outra pessoa. Eu me sinto como se estivesse nascido de novo. Tenho uma vida nova, me sinto bem, me alimento bem, trabalho normalmente, e olha que o susto foi grande, conta o agropecuarista de Poços de Caldas/MG.
Há pouco mais de um ano o jovem Rafael Davi Baze, de 24 anos, foi submetido à embolização por cateter depois de sentir fortes dores na cabeça e descobrir que sofria um aneurisma cerebral. ?Não fiquei com nenhuma seqüela, nem dores, nada. Fiquei internado apenas dois dias. Em menos de um mês voltei a ter vida normal, inclusive a trabalhar?. O analista de plaplanejamento e controle de produção, residente em Leme/SP, destaca a segurança que o novo método passa à família do paciente em relação à cirurgia convencional.

Aneurismas simples podem ser tratados em menos de uma hora, porém procedimentos mais complexos podem demorar até cinco ou seis horas. Na ausência de complicações, a hospitalização após o procedimento dura, no máximo 48 horas.
A doença
Aneurisma é uma doença que atinge de 2% a 5% da população. É a dilatação anormal de uma artéria cerebral que pode se romper e, quando acontece, provoca hemorragia interna e até pode levar a óbito.

O fumo e a hipertensão arterial (pressão muito alta e contínua) são as principais causas do desenvolvimento e ruptura. Outros fatores de risco são parentesco de sangue próximo ao de alguém que já teve a doença, principalmente irmãos, diabete e uso de drogas. A incidência de aneurisma cerebral ocorre com mais freqüência nas mulheres e atinge todas as idades, mais ainda entre 35 e 45 anos.

Muitas pessoas nascem com aneurismas cerebrais, os chamados aneurismas congênitos, os quais, ao longo da vida, podem aumentar e romper-se. A maioria não produz nenhum sintoma até que fique grande e comece a vazar sangue, causando hemorragia cerebral.

Sinais e sintomas

Se o aneurisma pressionar nervos do cérebro pode causar sinais e sintomas que incluem pálpebra caída, visão dupla ou outras alterações na vista, dor acima ou atrás do olho, pupila dilatada e fraqueza ou falta de sensibilidade em um lado da face ou do corpo.

Se o aneurisma romper-se, os sintomas podem incluir dor de cabeça súbita e forte, acompanhada de vômitos, convulsões, pescoço duro e perda de consciência. Qualquer um desses sintomas requer atenção médica imediata. Vale lembrar que na maioria das vezes a doença é assintomática.
Evolução dos diagnósticos

Com a evolução dos aparelhos de diagnóstico por imagem, como a tomografia computado-rizada e ressonância magnética, cada vez mais os aneurismas são diagnosticados precoce-mente em pacientes que nunca apresentaram sintomas (sangramentos mais frequentes), possibilitando tratamento antes de alguma gravidade.

fonte: http://www.documenta.com.br/noticias.php?id=290

Tags: Cuidado, Prevenção, Saúde

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